segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

Signo Reflexo



Reflexos são imagens no tempo. Signo cuja natureza primordial é ser in ação, semiose. Desde o mito de Narciso, a idéia é de que, quando se olha para o espelhado olha-se para o infinito de si mesmo, e o que se enxerga é o anteparo da aparência. Nela e dela se pode morrer ou nela está o início. A aparência é o primeiro modo semiótico do fenômeno. Aparência é Imagem. Como anteparo, uma imagem – aparência carreia a idéia de algo que se interrompe, pára e rompe um fluxo contínuo, e isto não parece instintivamente correto para descrever um espelho. Na imagem especular o espaço-tempo se propaga, engolindo tudo o que, impotente, se põe diante dele. Imagem espelho é Gravura 4D.

sábado, 20 de março de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

MÚSICOS, DE VEZ EM QUANDO, DEVERIAM VIRAR URSO

Uma querida e jovem-velha amiga, soon shining star, veio me contar consternada, que depois de ter acorrido à casa de um seu amigo, músico, poli-multi-very-good instrumentista, meio sem querer, sem desculpa, meio atrapalhada, levando seus caraminguás musicais, letras, melodias, para pedir um help, encontrou-o fumando seu cachimbo que não era da paz, mas da fome, ou da pacificação da fome.

Segundo as palavras dele, como ainda lhe restava algum fumo (regular one = de tabaco) era do que se alimentava.

Uau! Há seis meses + ou - não pintava trabalho. Fome!? Nem estamos mais no apogeu do romantismo neo-realista! Não é criativo artista passar fome! Ela, depois de uma certa perplexidade inicial e uma breve vistoria na despensa e na geladeira, saiu para comprar a cesta básica. Ele fez um pouco de som e acabou por aceitar.

Com o pouco-nada de resultados musicais seguiu para a casa de seu produtor musical, que experiente e vivido, a fez ver, que a visita fora bacana e importante, não pelo esperado mas apenas pelo acontecido (e a ajuda que havia dado). Musicalmente nem pensar. Acrescentou, que por algum motivo, ainda nebuloso, isso era uma crise geral, que vinha atingindo muitos outros músicos, em tempos atuais. Poucos shows, poucas gravações em estúdios, poucas turnês? Ou o quê?

Ela veio me contar. Aí pensei:  

Músicos deveriam hibernar, virar urso, por exemplo, mudar de espécie sazonalmente. Uma boa estratégia adaptativa, para sobreviver a períodos de seca. Ora, seria muito desejável como salto evolutivo para o gênero humano! Acho mesmo, que talvez pudéssemos pensar em ampliar este espectro, para outras categorias profissionais e espécies animais:

Engenheiros, comerciantes, professores, papagaios, rinocerontes, doninhas, castores... sei lá! Várias combinatórias, dependendo da situação e da crise a ser enfrentada. Quem sabe seria interessante pensar também em outros extratos de seres vivos, como araucárias, bromélias, cigarras ou amebas. Além de seu signo astrológico cada um poderia escolher sua espécie-irmã. Hah! Ah, isso sim seria inteligente e divertido! Talvez um grande passo eco-civilizatório.

Talvez mais do que este roteiro meio desgastadinho do Avatar azulão 3D, não é?



terça-feira, 17 de novembro de 2009

sábado, 7 de novembro de 2009