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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O mundo está muito careta!

Fui buscar uns 'livrinhos' de filosofia – um deleuzezinho básico na biblioteca da Eca, e não encontrei lá. Então, diligentemente, com minha autorização debaixo do braço segui até a biblioteca do MAC, onde graças ao maravilhoso Dedalus, catálogo on-line de todo o acervo bibliográfico da Usp, eu sabia existir um exemplar. Deu tudo certo, mas... já que estava ali, fui dar uma olhada no acervo de artistas franceses, ou coisa que tal:

Uhhh! Matisse, Arp, Braque, Legèr... De doer de bom, a vanguarda histórica. E ficar com vergonha. Esse nosso mundo tão contemporâneo, tão tecnológico, modernoso, novidadeiro... e tão careta!



Que covardia! É tão evidente a ousadia, o sangue original que irrigava a mente daqueles artistas, e a própria mente coletiva, caldeirão no qual borbulhavam. Não sou saudosista, não gosto de ficar olhando pra trás, não é o que estou fazendo, pelo contrário, sempre estive colada nas clivagens da tecnologia, sempre as recebo com se já estivessem atrasadas, por que a vida ávida espera por elas; mas não há como não olhar em volta, e entristecer com a banalização da mediocridade. A apologia da mediocridade.

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Arte é Tekné e tecnologia é Ars. E toda esta pulsão estava lá e está aqui, agora, naqueles quadros pendurados nas paredes do museu. É pura tecnologia estética, poética, é premonição e alerta para o que ainda muito nos resta a fazer, e talvez atordoados estejamos esquecendo.

Isto é pano pra muita manga, aos poucos vamos costurando...

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